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Notícias
Quem tem medo do lobby?
11/05/2016
Autor: Luiz Affonso Romano

 

Quem tem medo do lobby?

A imagem do profissional do lobby é a de alguém que atua nos bastidores, nos salões de estar e bares discretos dos hoteis, conversando em tom baixo, às esconsas, calcado em comissões, na propina, que guardam forma e cheiro de dinheiro vivo e sujo. Por definição, o lobista não passaria de um corruptor, figura sinistra e maligna, a assombrar e ameaçar com seus eternos malfazeres.

O ambiente corporativo deve ser regido pelo respeito à transparência, à ética, à integridade, com informações claras e precisas. Negadas, deixam uma terra de ninguém no campo da comunicação, aos trambolhões, ocupada por versões antagônicas, nascidas da desconfiança de que o silêncio é o biombo, o tapume, que esconde algo. Sem informações, cada um imagina a sua, e as atitudes, que vão da relutância à aceitação e ao franco embate em campo aberto, contra o lobista, são compreensíveis.

É nesse espaço que concorrentes, governos, mídia e sociedade em geral, muitas vezes atingem o profissional do lobby, em seu mister e sua honra, ora à procura de posições adequadas à empresa ou atuando para impedir a adoção de antagônicas. É o seu trabalho.

As empresas inovadoras, por seu turno, tratam de desmistificar a imagem negativa do lobby. Assim, poderão os lobistas empenhar-se de forma clara, e até destemida, chegando à sociedade, em geral, pelos canais idôneos da comunicação, da mídia honestamente bem informada.

Agir por meio de conversação em agenda aberta, organizada e nítida, e por esse motivo, a salvo dos constrangimentos de conchavos e consórcios- pacto de preços, reservas de mercado e de trabalho, divisão de território, tampouco apuração astuta de indicadores e da opção por acordos setoriais de preços- carteis oficializados no passado recente.

Tal comportamento corporativo permitiria contato franco e direto, todos com todos. Com mais segurança, os caminhos do atendimento aos pleitos e objetivos legítimos e justificáveis, abrir-se-iam à discussão de forma justa, digna e honrada. Ademais, o que se espera é a institucionalização de um setor específico nas empresas, com atividades claras e definidas, que mantenham o mercado informado, oferecendo e distribuindo, periodicamente, dados relevantes, informações, serviços, apoio, ideias e sugestões oportunas e corajosas, longe de benefícios e vantagens manchados pela corrupção, do da lá e toma cá, do cada um por si.

É o que nas nações mais antigas e desenvolvidas que o Brasil– este ainda adolescente país– empresas, respondendo com elevado coeficiente de amadurecimento ao mundo economicamente sem fronteiras, sem segredos, pela irrupção espantosa e maciça de informações, enfatizam a Governança, a Integridade, a Compliance, reduzindo, pouco a pouco, o contingente dos governantes, empresários, executivos, consultores, acadêmicos e jornalistas, com medo do lobby.

Enfim, a atividade do lobista pode até– bem ao contrario do que se propala–, contribuir para aderência de clima de integridade e responsabilidade corporativa e institucional, evidenciando comportamentos e tirando das sombras o que deveria, sim, ser de conhecimento das forças do mercado e das exigências da melhor cidadania.

Luiz Affonso Romano é consultor, diretor de consultoria organizacional do IBEF-Rio  e presidente da ABCO Associação Brasileira de Consultores - Ouvimos por aí nº 71, maio 2016

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